YA NO TENGO ESCRÚPULOS - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

Ya no tengo escrúpulos…
Ni objeto de la conciencia benevolente…
Ca en mi corazón reina solamente
El cupido-atroz de mil pésatelos.

Yo canto el Maldoror,
La canción de lo sabio-cruel…
Y en mi pecho surte el fel,
Que en mis cantos aromatizaran con dolor.

Así cómo la bruma de lágrimas está a llover fuerte lá fuera,
Mía ansia por la aventura,
Mía avidez por las mujeres de ahora…
Hace de mí desatino ser: desábrase sobre la desventura.

[19h54min; prestes a sair à praia... sexta-feira, 4 de janeiro de 2008]

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PENSAMIENTOS - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

Quiero pasarte la lengua; rasparte el cielo-rojo de tu boca…
¿Quien sabe, yo no pudiera hacer así: una vida-loca
De pasión…
Y de ilusión?

¿Tus ojos? Elles me dicen “si” todas las noches, en mi sueños… pero, en la realidad, acordado, ¡no tengo certeza de esta aserción del mío espíritu! – estoy en duda y peleante conmigo mismo, solamente por causa de ti. ¿Ya no te basta las noches sen dormir y los peligros que corrí? ¿Ya no te basta?

[Crepúsculo, 18h00min; sexta-feira, 4 de janeiro de 2008]

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YO A TAMBALEAR - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

¡Estoy a tumbarse!
No consigo más beber…
En la botella que fenece,
Yo a tumbar junto a ti.
En mi cráneo, en mi boca,
Percibo agitarse un líquido-alucinante,
E mientras los espectros me miran:
Yo apretó me de luz embriagante.

[Crepúsculo, 17h45min; sexta-feira, 4 de janeiro de 2008]

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MORENO AMOR - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

Yo estoy a sentirte en mis remembranzas
Besándote en un sueño de paz-eterna
Entre el Bosque: voy aspirándote las tranzas…
En mi mondo – tu es mi dueña en la vida-cena.

Cómo el caracol en suya sina de arrastrarse…
Y en el rato de las cosas-divinas
Pudiese yo amarte como el menéese
De las ondas de un mar de purpurinas…

Pero, hoy es un día de pasión,
Y yo a sentir dentro de mí un extremo-ardor…
Hoy es un día de pasión,
Y en mi alcoba estoy enfermo de moreno-amor.

[Tarde, 15h51min; sexta-feira, 4 de janeiro de 2008]

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A INVEJA - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

Hoje Eu vi nos olhos das pessoas,
O seu segredo de inveja,
De querer ser o que não é.
Suas vidas são tristes, é certo.
Seus semblantes pesam demasiadamente,
E porque em si não encontram a si mesmas,
É lá no Outro que procuraram existir.

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Tu - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

¿Quem és tu que ao verso blasfema
E a palavra arde tanto quanto queima?
¿Não és, pois, como o cântico do Maldoror,
Cujo ultraje traz em si a verdade do estupor?
Per favore não me digas quem és mais…
Porém, empina-me e diga: o que tu és.

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O POETA - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

O Poeta, este fantasma-hermético do Sonho, mestre em delatar a Hipocrisia, a Canalha e a Beleza. Falando, eloqüente; vagante em brumas cuja polpa tem gosto de loucura…
O Poeta, este médium-estrambótico; inato-capaz de vislumbrar o Doce e a Fealdade, o Sonho e a Realidade, respectivamente. Falando, eloqüente, numa psicografia-talentosa do Ser; mastigando as cordas de aço do amor: esse sentimento tão explorado pelas mentes-incapazes de não seguirem os pulsões do inconsciente-selvagem & Belo.
A Arte, suas imagens-tênues, outras, às vezes, suas figuras-fortes, ícones da Tragédia da Existência; fetiches do cômico-existir, gravuras-talhadas com o dedo do amor ao Livre, a Liberdade e a Emoção das criaturas.
O Poeta nos diz seus pesadelos com cores tão belas, que até nos persuade e convence a também querer ter pesadelos como os dele.
O Poeta, muitas vezes, chama-nos ao Suicídio; esse ato-natural dos corpos que em nascimento, já começam a morrer… corpos-suicidas; escondidos e ofuscados… perdidos sob a moita “acolhedora” do tempo, da efemeridade, do famoso-fugaz devir a ser.
O Poeta, anunciador de feelings ditos em palavras-conjugadas em frases, máximas, orações… como em uma espécie d’alquimia-divina e monstruosa: semelhante à cozinheira que faz dos mais azedos-frutos, ácidos-licores e sórdidos-alimentos – faz-los iguaria d’onerosa-cor, divino-aroma e paladar-altivo.
A Grande-Obra poética: eis, o Poema.
¿E o nirvana do Vate? …A verve, o insight-transubstanciado em vinho-santo; a contemplação do Cosmos, do Caos; o vislumbrar tudo-isso belamente: o Grande-Mundo, o Hermético-Universo, com poéticos-olhos-nus – estes potentes-telescópios… miúdos-calidoscópios-carnais; inato-óculos-nato e lúcidos – colorida-retina d’Altivez, Grandeza – Sublimidade.

[16h15min; segunda-feira, 14 de janeiro de 2008].

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MANIFESTO GERAÇÃO DEVANEIO - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

Nós que amamos o devaneio, as forças-ocultas que explodem fantasia no domínio da consciência… Nós que estudamos a finco a vida, o cemitério dos ideais, a fortaleza das atitudes. Lançamo-nos trementes d’expectativa pelas estradas-obscuras da curiosidade, em uma espécie de peregrinação rumo ao desconhecido-lar dos prazeres, dos enigmas, das revelações, em busca de Bacco e todos os santos da alegria.
Nós que depredamos tudo aquilo que não compete aos nossos reais-sentimentos… Discordamos da lógica, da coerência, e fazemos uma revolução que começa com a transubstanciação de nossa própria alma-particular. Uma alma que se transmuta em vinho; um vinho que dá forças – néctar que fomenta a voz de verdades proclamadas com eloqüência-espiritual, transcendente, divinal. Uma voz que, das Trevas do Espírito, faz tremer como trovão os Firmamentos do Destino; balançando e destruindo dogmas que estão impregnados na língua da opinião – explodindo sóis!
Há uma geração de poetas que assim pensam, que assim fazem, que assim delineiam… Que assim revolucionam os domínios onde o capital ainda não comprou definitivamente a cabeça das pessoas.
O templo-budista onde a palavra desses poetas faz-se luz e escuridão são os bares espalhados pela Cidade-Perdida. Lá eles oram blasfêmias e gargalham dos ordinários conformados com uma vida de limitação, conformação e diversão controlada pela Lei.
Nós que devassamos o conceito-comum do social, aquele conceito que existe pra corromper e nos fazer seguir um caminho-determinado. Preferimos andar em ziguezague; tropeçando nos espinhos que em suas pontas brilham venenos que embriagam a alma, e elevam-na ao Nirvikalpa Samadhi das emoções.
Um brinde a todos que assim pensam, que assim fazem, que assim delineiam.
Um brinde a todos que amam a Baudelaire, a Rimbaud e todos os poetas-malditos que tanto contribuíram para formação de uma mentalidade cada vez mais forte, maciça e imortal.
Subvertemos o meio para torná-lo um meio-risível, chocante, alucinante. Viajamos pelo mundo a beber, a sorver o sonho, o delírio, a lombra.
Pulamos para cair de cabeça no duro solo dos prazeres; quase quebramos as “vértebras da sobriedade” com pulo tão ousado e perigoso.

[domingo, 10 de fevereiro de 2008].

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Poemas-Proibidos - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

Poemas-Proibidos é um trabalho que reúne escritos feitos em meados de 2007… será publicado em breve, em formato e-book, disponibilizado gratuitamente pelo próprio autor.

AO LEITOR - Henrique de Shivas - 2008

Março 16th, 2008

Organize o centro de suas atividades – os seus pensamentos, as suas idéias… Porém, não queira nunca ter filhos com a Coerência, nem amancebar-se com o talento das sensatezes.
Duvide sempre do aperto de mão companheiro; sinta o calor das intenções; elas são a causa de tantos segredos-inconfessáveis.
Lute pela vida que não queira afastar-se das aventuras-perigosas. Porque gozar do “vento das altitudes” é coisa rara hoje em dia, e comer da “fruta das montanhas”, é sabor para poucos paladares.
Viver pela Liberdade é ilusão de gente-boba que nunca parou pra pensar que é apenas um Idealismo – um sonho impossível este “viver-livre”: encontrar a Liberdade. Não nascemos livres! Nem livres seremos.
Erroneamente pensam as pessoas que dizem que não se deve “cometer” antinomias em um Discurso. As palavras são máscaras que se disfarçam somente pra persuadir o Outro de sua veracidade/falsidade. Não acredite nas palavras. São apenas meras cópias do mundo circundante que o pensamento se utiliza para enveredar explicações sempre demoradas.
Explicações demoradas são, geralmente, céticas.
Explicações breves são dogmas que partem de uma ilusão-particular mal intencionada.
Das duas explicações citadas, é preferível a sua explicação.
Você pode explicar o mundo partindo de seu próprio atman, de sua própria perspectiva.
Você pode tudo, desde que tenha o poder de doar poder a seu próprio agir, pensar, falar.
Tudo é possível desde que se acredite na impossibilidade de não poder. É crível que tudo é possível sob o ponto de vista subjetivo. Não obstante, acreditar, ter fé, é semelhante ao ato de criar uma Monera para nela depositar uma confiança própria, peculiar – transformas o Desejo particular, em Idealismo que escapa o controle: não tardará até que esta Monera (o idealismo) cuja criação é devida somente a você, domine-te, e te faça um joguete dos teus próprios sonhos.
Você é o principal criminoso da vida. O protagonista das nefastas que faz de tudo pra aparecer bonzinho e tornar o final da novela bonito, colorido. Mas saiba que com sangue toda vida recebe sua verdadeira cor; cor devida pela dor de viver num mundo de carniceiros e tubarões famintos.
Seu maior pecado foi o de ter nascido de uma vagina que ofegava suores, sangue e gemidos.
Sua maior loucura foi pensar e acreditar que um dia os homens seriam felizes.
Organize o centro de suas atividades. Veja que o mundo é torpe-comédia de atores mal humorados. No mundo as pessoas só se preocupam com si mesmas, e farão de tudo pra subir, nem que pra isso essas pessoas tenham que fazer descer metade da humanidade.
Se você pensa que vão te tratar bem, és um tolo. Pois alguém só trata bem a outro alguém somente se esse alguém for uma fonte de riqueza ou um trampolim para o Sucesso. Não falo somente das riquezas materiais como dinheiro, porém, às vezes, o desejo de conter os soluços de uma outra pessoa, carrega outro desejo escondido, oculto: o de ser dono também dos desejos alheios, dominá-los, estuprá-los, devassá-los.
Não creia que o homem seja fiel-animal. Em todas as Religiões e Mitos vemos essa triste-certeza se confirmar. O Judas, o traidor; Loki, o mentiroso…
Nada é tão vil como o homem. Todos reunidos em sociedade é um perigo-mundial. Vemos isso todos os dias; sentimos que o mundo não tardará a enfartar.

[12h34min; segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008].

II

O leitor poderia dizer que hoje em dia a poesia não vale nada. Os grandes poetas da humanidade (considerando que humanidade é somente aquela “parte letrada e cultamente letrada na filosofia do Ocidente”) há muito já se foram. Não há nada que os supere; suas poesias são eternas, imutáveis, atemporais.
É certo que hoje em dia a opinião que se tem de poesia traduz (revela) exatamente uma cultura alienada na boa-conversa (prosa poética) e no palavreado-florido e rimado dos antigos, passando por alguns poetas medievais e chegando, por fim, aos poetas que fizeram parte do exército-iluminista. Não se deu atenção aos grandes oradores da palavra do submundo, da irracionalidade (vista, sempre, erroneamente, sob idiossincrasia negativa), do improviso, do non-sense… Parece-me que se o mundo dos homens não é capaz de “produzir” poesia (produzir não no sentido capitalista, nem profissional), certamente já nos aproximamos do Fim – A Derrocada dos Mortais.
Se falo do Hoje, meus amigos, quero dizer tão somente que não sinto, em minhas teias-poéticas, “um fluir explosivo” de poetas engendrando novas-poesias. Não vislumbro poetas que não sejam de longe meros contempladores e perpetuadores de tolices e, no mais das vezes, são sórdidos plagiadores e porque não dizer, criminosos em busca de um poema que, para suas peculiares capacidades, seria impossível de “produzir”. A falta de criatividade, de novidade que percebi nessas gerações de poetas brasileiros causa-me espanto. Para não citar alguns poetas que eu considero medíocres; prefiro calar-me. Não que eu, como me auto-intitulo Poeta, considere-me um exemplo de poeta-mágico e inovador… Mas tão somente como um leitor apaixonado e ávido “buscador” de talentos ocultos (quiçá, esquecidos) sinto assaz dificuldade em encontrar “atletas” de um nível próximo ou até mesmo superior ao de poetas como Albino Forjaz, António Botto, ou, pra citar os mais conhecidos, Lord Byron, Charles Baudelaire, Isidore Ducasse, Rimbaud e porque não dizer Edgar Alan Poe, Augusto dos Anjos, Cruz e Souza e Kerouac.
A verdade é que o mundo do mercado de trabalho, da tecnologia, da “informação-teleguiada” não deixou espaço para a “arte-livre”: livre de intenções-monetárias, do “equivalente de status” e da superprodução. Quantas vezes já me deparei com poetas (só no nome) que diziam: - estou a escrever um livro. E eu disse-lhes: ótimo! Estou ansioso! Mas, como haveria de ser, decepcionava-me ao saber que esses mesmos poetas, preocupados em terminar seus trabalhos, forçavam-se a escrever pra terminar tudo no prazo que estabeleceram. Decerto, não havia inspiração necessária para terminar um livro. Seria melhor esperar a asa de a loucura dar o seu consentimento para escrever… mas parece que em muitas pessoas, um poema tem de ser escrito semelhante ao ato de escrever um texto frio, uma dissertação racionalmente determinada, e com isso, sem nenhuma importância para o Espírito.
É assim que vejo a poesia na atualidade. Dos vários poetas e poemas que me deparei, todos estão preocupados em se profissionalizar e de exibir um livro com mais de 100 páginas crendo que com isso conquistarão leitores. Certamente conquistarão, porém, leitores de tolices e palavras articuladas na objetividade das intenções-ambiciosas. Serão grandes poetas!

“Um poema que não vem do coração, não tem forças para durar a eternidade”.

[12h18min; 12 de fevereiro de 2008].

III

¿O que me importa a Grandeza? ¿Uma grandeza que não me trará bons-frutos? Não sou uma árvore. Só tenho folhas impressas com palavras que provém de um sentimento particular de querer comunicar o meu próprio e correlativo-sentimento. Não me preocupo se as palavras são desnecessárias ao entendimento; se não são ornadas com palavras que não se encontram nos dicionários comuns; se não são palavras estrangeiras escritas com uma letra diferente, distinta.
Não sou contra ao ato de o escritor rever seus próprios escritos e alimentá-los com outras palavras, temperá-lo com analogias, e de organizar tudo (mesmo que este “organizar” seja um “desorganizar” as estruturas “normais” de um poema/texto). Um poema não precisa ser rimado. O conceito de poesia que todos os poetas verdadeiros deveriam concordar é o de que “o poema necessariamente deve provir do sentimento”, mesmo que este seja mesclado com várias “razões”.
Acredito haver muito mais poesia na “descrição da vida” por um mendigo, por uma prostituta, por um miserável na pobreza, no lixo, do que de um otário que fica trancado em seu escritório escrevendo poemas que, longe de realmente serem sentidos pelo ente que escreve, são escritos apenas para preencher folhas de um livro que será posto nas livrarias do país. Vão à merda todos desse tipo! Isso sim, é poesia!

[12h35min; 12 de fevereiro de 2008].

IV

Pra conversar agora melhor com os senhores leitores, gostaria de convidá-los pra ler meus poemas. Se são poemas e se não me engano no sentido das palavras e também no significado da palavra poesia, creio haver imprimido nestas páginas algo que pra maioria das pessoas (comuns) não é de bom-gosto. Como já conheço bem (experiência esta bastante repugnante) a sociedade que eu vivo mergulhado, ou melhor, afogado – aviso de antemão que aqui neste livro não se encontrará escrúpulos, ensinamentos enaltecedores da Paz e dos ideais desses três-últimos-séculos-fraternos. Não se encontrará poemas escritos com paciência-objetiva, porém poemas-reais produtos de um sentimento-real – poemas indomáveis, sedentos, famintos por gozo, explosivos, bombásticos.
Às vezes, oh senhores leitores, encontrar-vos-ão em minhas palavras algumas outras palavras que, emparelhadas, rimam. Outras: encontrar-vos-ão poemas um tanto ásperos, áridos: como um sujo-rato faminto e carnívoro que foi colocado propositalmente dentro do berço-rosa de uma inocente-criança.
Ei-me feliz em enaltecer o submundo-exterior e d’exteriorizar (mesmo que parcialmente) em palavras o submundo-interior do homem. Um submundo esquecido, escuro e tenebroso que está escondido em todos nós, mas se nos escapa, e nós mesmos agradecemos este escapar (fuga) de nossa vil-natureza; há muito sentimo-la balançar seu rabo (e picar veneno) em nossa consciência, e, com religiosa determinação, conseguimos amenizá-la com hipocrisia e capuzes.

[13h00min; 12 de fevereiro de 2008].

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